AS VELHAS PRÁTICAS POLÍTICAS: NEGOCIAÇÕES!

COLUNA DO J. CRUZ



12/04/19 04h22   Artigos Imprimir
COLUNA DO J. CRUZ

 

Atualmente quando o presidente, o governador ou prefeito se elege, vem logo a pergunta? Fez maioria no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa ou na Câmara Municipal? Porque esse questionamento? A resposta é simples e objetiva: se não fizer maioria, vai ficar difícil aprovar seus projetos (leis, decreto e etc.), ou seja, tudo aquilo que seja bom ou ruim para a população. Caso o projeto ou decreto seja ruim, tem uma justificativa, porém, se for algo bom para a população, tem que ter a tal articulação que traduzindo para o popular, denomina-se: negociação. Caso o chefe do executivo não seja um bom “negociador”, não vai aprovar nada e vai ser um governo travado pelo legislativo. Sempre vai se escutar aqui ou acolá que o chefe do executivo não aprovou tal projeto porque não tinha maioria no legislativo ou não soube negociar.

Diante do quadro político existente no Brasil onde as velhas práticas permanecem válidas, o governo que não negociar ou articular vai ficar em “maus lençóis”. Muitos negam e ninguém quer se comprometer, mas é comum, que o legislador gosta de ter seus cargos de comissão e outras benesses do poder, quando não consegue diz logo que é oposição. Evidente que essa prática não acontece com todos, pois, existem as exceções e muitos legisladores são cidadãos sérios. E ainda tem aqueles que se elegem sendo oposição, mas depois de empossados descobrem que estão “errados” e logo passam a ser situação, mas no final a verdade aparece e se descobre que a mudança teve uma compensação. Portanto, ninguém na atual conjuntura muda de partido ou de situação sem vantagens.

Quando olhamos o passado encontramos alguns negociações famosas que na época quem era oposição combateu bastante, mas não teve forças para impedi-las. As últimas negociações famosas na espera federal começaram em 1998 com FHC para aprovar a PEC da reeleição que custou 200 mil reais para cada um que votasse a favor. Em 2005 surgiu o tal mensalão que custou 101 milhões de reais e muitas denúncias de corrupção. Já em 2014 outra negociação para aprovar a meta fiscal. Em 2016 outra negociação para votar contra o impeachment de Dilma que envolveu dinheiro de Joesley Batista e muito “disse-me-disse”. Em 2017 Temer distribui 15 bilhões de reais em emendas e programas com o intuito de não ser autorizada uma investigação sobre suas ações duvidosas. Essas negociações aqui lembradas não constam as que aconteceram em nível estadual e municipal.

Mas o que está acontecendo atualmente, principalmente com o novo presidente? O governo de Bolsonaro não se entendendo com Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara Federal. O presidente da Câmara diz que não está acontecendo articulação política e com isso congela a tramitação dos projetos, por outro lado o presidente responde dizendo que não negocia e o imbróglio continua. Agora fica a reflexão: em um momento tão crucial para o país em que segundo os especialistas, o mesmo necessita de reformas e fica o presidente da Câmara Federal falando que está faltando articulação política, o que vem logo na mente é que está faltando uma vantajosa negociação. Finalmente no atual contexto político, o sinônimo de articulação política e negociação é o seguinte: distribuição de cargos, gorjetas e outras vantagens financeiras. E o mais triste, somos nós que elegemos esses “nobres cidadãos”!  

                                                            31 DE MARÇO

Nos últimos dias surgiram muitas polêmicas nas redes sociais e na imprenssa por que o presidente Bolsonaro orientou os militares comemorar nos quartéis o 31 de março de 1964 como uma revolução. Como muitos acadêmicos em história negam, mas não tem como fugir dos fatos ocorridos na época. No início dos anos 60 o país parecia um caldeirão fervendo de problemas políticos/sociais e muitos intelectuais valorizavam o que tinha acontecido em Cuba. Por isso queriam implantar uma ditadura do proletariado no Brasil. As Igrejas, principalmente a católica, não aceitavam essas ideias comunistas e por isso apoiaram os militares para destituir o governo de João Goulart, diante disso ocorreu a revolução de 1964. É aquela velha história: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Caso os militares não assumissem o poder, o Brasil passaria para uma ditadura igual a de Cuba, Rússia e a outras existentes pelo mundo e nós deixaríamos de ser um país sem essa diversidade de credos religiosos, culturais, futebolísticos e etc. Vale lembrar que o comunismo x socialismo não preenchem mais os anseios dos povos, a DEMOCRACIA sim!         

                                              SUCESSÃO MUNICIPAL

Apesar de negar, pois, alguns dizem que assunto sucessório só no próximo ano, mas começaram as conversas visando o próximo pleito que é o municipal, portanto, é o assunto da ordem do dia. Segundo os comentários dos “senadinhos” existentes em Estância, alguns acordos que já começaram a ser discutidos, estão bem encaminhados e podem surgir mais de três pré-candidatos a prefeito. Já a sucessão para Câmara Municipal parece um tanto complicada diante da nova legislação que vem deixando Vereadores preocupados com a tal reeleição. Como o tempo não para, a sucessão municipal está se aproximando e os candidatos ao legislativo ou executivo tem que começar a se preparar para a maratona eleitoral.

                                                           DENGUE

Não pode facilitar com a dengue por isso a importância da eliminação de água parada e do lixo. Portanto, como já é do conhecimento da população, durante o mês de abril se exige atenção maior para o controle do mosquito Aedes Aegypti. Os fatores climáticos e o próprio ciclo dos vetores têm contribuído para a proliferação dos mosquitos e os casos de dengue em Sergipe, neste ano, já mostram crescimento exponencial em relação aos números do ano passado. Por isso que é importante que a população ajude, contribuindo com a eliminação de locais que servem para a proliferação do maldito mosquito.                                  

CARLOS MODESTO

No próximo dia 02 de maio nas comemorações da elevação a categoria de cidade, o estanciano cineasta e escritor, Carlos Modesto, irá lançar um livro, “Sombras da Saudade”, bastante interessante que mostra um período glorioso da sétima arte na Cidade Jardim e seus incentivadores que investiram nesta modalidade de lazer. O mesmo ainda conta a história como começou a ser exibido os primeiros filmes em Estância, em uma época em que era conhecido como “cinema mudo”. Convém ressaltar que Estância foi uma das primeiras cidades de Sergipe que teve espaços exclusivos para exibição cinematográfica.

                                                   HALLELUYA 2019

Após a Quaresma vem o tempo Pascal que celebra a Ressurreição de Cristo, para comemorar esse período, a Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe estará realizando no próximo dia 28, a partir das 16 horas o HALLELUYA 2019, que tem como tema: “Revisto-vos de Caridade”. O tema da festa está baseado na Carta Pastoral de Dom Giovanni Crippa, lançada no final de 2018, que traz uma reflexão sobre a Caridade na Igreja e na vida dos cristãos. Adquira já a sua camisa ao valor de R$ 22,00 e participe dessa grande comemoração cristã. CRISTO RESSUSCITOU!

 

 

 

 

Folha da Região NE