Outubro Rosa: autocuidado ajuda na detecção precoce e reduz risco de câncer de mama

Práticas como autoexame, adoção de bons hábitos de vida e manutenção de exames em dia contribuem para detecção precoce da doença e reduz o risco de adquiri-la



01/10/21 10h14   Saúde Imprimir

 

 

A adoção de práticas de saúde e de prevenção, voltadas ao autocuidado com o corpo pelo toque das mamas, incorporação de hábitos saudáveis de vida e a realização de exame de mamografia são ações propostas às mulheres pela Secretaria de Estado da Saúde durante todo o ano, mas que ganham força neste Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

Não há uma causa única e especifica para o câncer de mama, mas uma soma de fatores hormonais, comportamentais, ambientais e genéticos que aumentam na mulher o risco de adquirir a doença, que tem maior prevalência entre todas as neoplasias femininas, como salientou a secretária de Estado de Saúde, Mércia Feitosa, informando que, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados, no Brasil, 66.280 novos casos de câncer de mama.

Frente à expectativa de novos casos da doença também em Sergipe, Mércia Feitosa chama a atenção para uma ação em particular: o autocuidado, um conjunto de atitudes que ajuda a preservar a saúde da mama, contribui para a detecção precoce da doença e reduz o risco de adquiri-la. “Essas práticas têm impacto tanto na redução do risco para o surgimento de um câncer de mama quanto para a detecção precoce no caso da doença aparecer”, explicou.

As práticas a que se refere a secretária são o autoexame e a adoção de bons hábitos de vida como alimentação saudável, prática de atividade física, atenção à ingestão de bebidas alcoólicas e sem tabagismo. No caso das pacientes oncológicas, inclui ainda acompanhamento médico e de equipe multidisciplinar adequado. O autoexame é simples e leva apenas alguns minutos, devendo a mulher observar a mama em frente ao espelho e verificar se há alguma alteração na pele, no seu aspecto ou se há algum tipo de secreção no mamilo e, na sequência, apalpar as mamas, de preferência deitada.

A secretária aconselha que ao fazer o autoexame a mulher esteja atenta a sintomas como o aparecimento de nódulo (caroço) no seio ou na axila; dor ou inversão do mamilo (volta-se para dentro da mama); presença de secreção pelo mamilo, sanguinolenta ou não; inchaço irregular em parte da mama, que pode ficar quente e vermelha; irritação ou retração na pele ou aparecimento de rugosidade semelhante à casca de laranja; vermelhidão ou descamação do mamilo ou da pele da mama.

Mércia Feitosa destaca, no entanto, que o autoexame não substitui o exame regular realizado pelo médico e nem a mamografia, que é capaz de detectar nódulos ainda muito pequenos. Segundo ela, manter os exames em dia é outra forma importante de autocuidado.

Agência Sergipe Notícias