UFS entrega moção de pesar em reconhecimento a Simone Leite

Enfermeira formada pela UFS faleceu em junho deste ano



10/10/21 04h53   Saúde Imprimir
 

Solenidade aconteceu na Sala dos Conselhos Superiores da UFS. (fotos: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Solenidade aconteceu na Sala dos Conselhos Superiores da UFS. (fotos: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Na tarde da última quinta-feira, 07, a Universidade Federal de Sergipe realizou cerimônia solene para entrega de moção de pesar a Simone Leite, que faleceu em junho deste ano após um pico de hipertensão. Simone era enfermeira formada pela UFS e importante liderança do Movimento Popular de Saúde (Mops).

Representando familiares e amigos, o marido de Simone, Agnaldo Batista, recebeu a moção de pesar entregue pelo reitor Valter Santana. “Nós precisamos de mais Simones aqui, porque ela sabia que o Sistema Único de Saúde é uma política de Governo e não uma política de Estado, por isso o defendia. Simone gostava de dizer que o saber da acadêmica deveria andar colado com o saber popular e sempre colocou Paulo Freire no meio desse processo todo. Ela cumpriu seu trabalho, partiu e estamos aqui para rememorar o seu legado”, afirma Agnaldo.

 

Agnaldo Batista, marido de Simone, recebeu a moção de pesar representando familiares e amigos

Agnaldo Batista, marido de Simone, recebeu a moção de pesar representando familiares e amigos

“Se nós temos um campus voltado para a saúde em Lagarto, tem a presença de Simone. Se temos dentro da universidade um espaço para práticas integrativas e temos alunos formados com o compromisso de ajudar a sociedade, tem a presença de Simone. Nós avançamos e temos que agradecer o esforço de Simone Leite”, ressalta o reitor Valter.

A propositura da moção de pesar foi de autoria do vice-reitor Rosalvo Ferreira, que ressaltou a necessidade de reconhecimento de trabalhos com relevância social por parte da UFS. “Infelizmente estamos em uma sociedade ainda muito desigual e o reconhecimento às vezes se dá em situações tão díspares que não permitem que a gente possa agradecer e reverenciar como deveria. Mas, independente dessa circunstância, a ideia deixada vale muito. Simone foi uma humanitária e a UFS é uma universidade com visão para as questões urgentes da sociedade sergipana”, diz o vice-reitor.

 

Reitor Valter Santana e vice-reitor Rosalvo Ferreira discursaram em homenagem

Reitor Valter Santana e vice-reitor Rosalvo Ferreira discursaram em homenagem

Para participar da solenidade, diversos ativistas em defesa da saúde social estiveram presentes. No evento, ainda com restrição de público por conta da covid-19, a representante da Associação de Doenças Inflamatórias e Intestinais em Sergipe, Cláudia Lima, leu uma carta em homenagem. Além disso, também compareceram à cerimônia a representante da Comissão Intersetorial de Promoção, Proteção, Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do Conselho Nacional de Saúde, Glória Feighelstein, a presidente do Conselho Municipal de Saúde de São Cristóvão, Jielza Santos, e a atual coordenadora do Mops, Givalda Bento.

“Agradeço à Universidade Federal de Sergipe pelo exemplo de ser a primeira universidade a nível Brasil ao firmar um convênio com o Mops, servindo de referência para outras universidades. Simone foi e continua sendo resistência, hoje reconhecida pelo Brasil inteiro. Ela viveu e contribuiu intensamente e nós vamos honrar esse legado deixado”, comenta Givalda.

 

Cláudia Lima leu uma carta em homenagem a Simone Leite

Cláudia Lima leu uma carta em homenagem a Simone Leite

Quem foi Simone Leite

Simone Maria Leite Batista foi formada em enfermagem, pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), especialista em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e servidora vinculada à Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju.

Na universidade, participou de vários projetos de pesquisa e extensão, sendo responsável pela aproximação da comunidade externa com a comunidade acadêmica por meio das práticas integrativas e populares. Esteve à frente de projetos com foco nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), na “Sala de Cuidados”, do Campus de Lagarto; no Projeto ViverZEN UFS; e na Liga Acadêmica de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Lapics/UFS).

Ajudou a construir o Movimento Popular de Saúde (Mops) tanto na cidade de Aracaju, quanto no estado de Sergipe, participando na organização da Rede Nacional de Educação Popular em Saúde (Redepop). Simone contribuiu para a institucionalização do campo da Educação Popular dentro do Ministério da Saúde. Participou da construção da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (Pneps/SUS), que implanta as áreas de homeopatia, plantas medicinais, fitoterapia e medicina tradicional chinesa no Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualizado em: Sex, 08 de outubro de 2021, 16:23

Letícia Nery – Ascom UFS