O preço da vaidade



24/11/21 03h05   Artigos Imprimir

Não há raça mais egocêntrica que político estanciano. Sim, isto é o que constatamos desde muito tempo, ao menos essa geração que circula a "dança das cadeiras" na cidade jardim, vem se mostrando cada vez mais compromissada consigo mesmo e deixando a cidade refém dos "mercadores de voto" de outras cidades. 

Desde muito tempo, Estância padece de uma linha de pensamento e gestão interna e externamente articulada, em parceria, rumo ao crescimento da nossa urbe. Em um breve lapso de tempo, tivemos essa experiência com os "dinossauros" da política estanciana, Ivan Leite, e Carlos Magno que chegaram a ocupar cargos de influência e relevância externa, tipo líderes regionais, porém, a vaidade cobrou o seu preço, o tempo mostrou que o legado de ambos foi …

De outra forma observa-se o coringa", Dr. Gilson Andrade, atual prefeito municipal que, percebendo o "vácuo" deixado pelos dois, vácuo, digo a não capacidade de fazer sucessores, outros líderes políticos focados num projeto para nossa cidade, foi "mineirinho" assumindo as rédeas da política local, primeiro como deputado estadual, e no momento certo, prefeito municipal.

Embora tenha se destacado, vale lembrar que o mesmo será avaliado pelos seus feitos, pois, ainda está mandatário no paço e tudo pode acontecer até o apito final. Acontece que em breve, haverá um novo pleito, uma nova oportunidade para Estância ter peso nas decisões em Sergipe, mas, a vaidade novamente tem cobrado juros, pensemos nós, não há outro nome que possa ''unir" a política estanciana?!, é preciso que o atual prefeito realmente abdique da gestão municipal para termos chance de aparecer no rol dos eleitos?! Infelizmente, teremos que importar outros "líderes" por covardia e incompetência dos políticos atuais?!

É isso, lamentavelmente perdemos a capacidade de acreditar nos políticos da nossa cidade, isso por causa do tempo, pelos seus vícios, ações e omissões ou até pela sua incapacidade de articular/convencer.  Resumindo, a vaidade cobra altos juros, ela é implacável quando chega seu prazo, desnuda a realidade e esta mostra que os representantes atuais não empolgam, convencem, lideram, menos ainda tem coragem de desafiar as ruas …

Durante algum tempo a casta de vereadores que ocupam desde a pré história, as cadeiras da casa do povo, tem imprimido um rítmo estranho à democracia, mas porém, as gerações de eleitores vem mudando e consequentemente dando maiores dificuldades eleitorais para os mesmos, não passam de meros oráculos. Os jurássicos, sabem que só dinheiro não é a solução do problema, até ajuda a maquiar alguns, mas não convence a maioria dos novos eleitores, por isso temos quase nada de representantes com robustez para sair da CVE e ocupar outros patamares.

Enfim, estamos numa encruzilhada de questões, queremos representação estadual e Federal, mas não temos um nome, um norte, alguém que seja "o coringa da vez! ", porque a vaidade deles não deixam Estância ser o que deve ser, uma cidade forte, grande e capaz!

Termino desafiando alguém que discorde de minhas palavras e apresente-se como diferente, prove que estou errado e me convença de que posso confiar! quero ver Estância elevada à sua grandeza. A vaidade da política estanciana, infla, cresce e valoriza-se como o Dólar, para alguns gera riqueza e poder, porém sufocam os sonhos de vários, isso tem que acabar!


Paulo André Fontes Nascimento